sábado, 11 de fevereiro de 2012
Mãe Lua
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Abismo de cosmos
Dizem as más línguas, que se olharmos para o abismo, ele costuma olhar de volta. Isso acontecia constantemente comigo, até o dia que ele não encontrou mais o vazio. Encontrou a flor, que havia sido plantada dentro de teus olhos. A suavidade e o aveludado das pétalas de tom marrom me lotavam de desassossego. Tuas raízes vertiginosas cresceram com tal rapidez, dentro de mim, que eu me assustei com a evolução quando percebi que eu estava repleta de flores ardilosas. Você me possuía dos pés à cabeça. Meus olhos eram o reflexo dos teus. Meus pensamentos só navegavam em imagens que havia tuas pétalas. Em meu peito, batia o teu sorriso. Não possuía mais coração. Ele era você. Ele é você, menino dos olhos cor de “flor-de-chocolate”. A imagem que eu observo no espelho me denuncia todo esse torpor ígneo que eu possuo correndo em minhas veias. Então, acho que isso é... Como é mesmo aquela palavra? Que se cuida mais de uma pessoa, mesmo não recebendo em troca algo com a mesma equivalência.
Dizem as más línguas, que se olharmos para o abismo, ele costuma olhar de volta. Isso acontecia constantemente comigo, até o dia que ele não encontrou mais o vazio. Ele encontrou você.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Oração do filho pródigo
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Colecionando dias
Neste mundo alarido e ardiloso, há pessoas que possuem o certo hábito de colecionar coisas. Conheço alguns pândegos que colecionam livros; outros que colecionam moedas. Loucos que colecionam besouros. Tênues que colecionam borboletas. Eu coleciono dias.
Possuo uma enorme caixa feita de devaneios. Nela, há meus preciosos dias. Lá dentro, estão separados e existe de todos os tipos: Dias ensolarados onde as nuvens passeiam pelo céu, fazendo um carinho suave nas gaivotas; Dias cinzentos e tristes, onde lágrimas de chuva caem do céu, molhando toda a superfície da terra com suas mágoas. Há os dias mornos, onde um pôr-do-sol a tarde não lhe deixa nem triste, nem feliz. Apenas aquela sensação confortável de satisfação. Em um canto, escondidos, estão os dias que eu achei que nada teria solução. Escuros, mas pareciam à noite. Estes dias não valem muito à pena serem revistos; Apenas estão lá para que eu lembre que aconteceram.
E conforme o tempo frugal passa, eu vou colocando mais dias dentro da minha caixa. Nela, eles tornam-se perenes. Reviro-a, às vezes, procurando um dia específico, sem sucesso. É um dia que as nuvens parecem alegres, pelo céu ter sido pintado com as tonalidades de rosa e laranja; O vento sopra tranquilo e um par de olhos penetrantes me observa, com uma ternura inimaginável. Esse dia não existe. Mas, tem um lugar especial na caixa guardado exatamente para ele.